quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Levantai-vos mulheres!

“Levantai-vos, mulheres que viveis despreocupadamente, e ouvi a minha voz; vós, filhas, que estais confiantes, inclinai os ouvidos às minhas palavras.
Porque daqui a um ano e dias vireis a tremer, ó mulheres que estais confiantes, porque a vindima se acabará, e não haverá colheita.
Tremei, mulheres que viveis despreocupadamente; turbai-vos, vós que estais confiantes. Despi-vos, ponde-vos desnudas, e cingi com pano de saco os lombos.
Batei no peito por causa dos campos aprazíveis e por causa das vinhas frutíferas.
Sobre a terra do meu povo virão espinheiros e abrolhos, como também sobre todas as casas onde há alegria, na cidade que exulta.
O palácio será abandonado, a cidade populosa ficará deserta; Ofel e a torre da guarda servirão de cavernas para sempre, folga para os jumentos selvagens e pastos para os rebanhos;
Até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto; então, o deserto se tornará em pomar, e o pomar será tido por bosque;
O juízo habitará no deserto, e a justiça morará no pomar.
O efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça, repouso e segurança, para sempre.
O meu povo habitará em moradas de paz, em moradas bem seguras e em lugares quietos e tranqüilos,
Ainda que haja saraivada, caia o bosque e seja a cidade inteiramente abatida”.
Isaías 32:9-19

É lançado um desafio para as mulheres que vivem despreocupadamente. As mulheres de Deus não devem ficar acomodadas nas situações que as rodeiam. O desafio proposto é: Levantai-vos!
Porque então viver em repouso, despreocupadamente?

Quando estamos vivendo despreocupadamente?
1 – Quando não priorizamos Jesus e o Reino de Deus. Nos tornamos tão ocupadas, com os afazeres da casa, com o trabalho secular, com a faculdade, com as compras, com as novidades na Internet e não temos tempo de cuidar da nossa vida espiritual.
Vemos isso em Lucas 10:38 a seguir onde Jesus diz a Marta: Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas, entretanto [estás despreocupada] porque pouco é necessário ou mesmo uma só coisa. Maria escolheu a melhor parte parou tudo assentou-se aos pés do Senhor e ouvia as suas palavras.

Quando estamos vivendo despreocupadamente?
2 – Quando estamos confiantes em nós mesmas.
O profeta Isaías adverte por duas vezes quanto à confiança em si mesma. E sugere uma total entrega a Deus através da humilhação diante do próprio Deus, através do clamor, do jejum, do sacrifício. O Senhor é a única e verdadeira fonte de segurança e confiança para o seu povo.

Quando estamos vivendo despreocupadamente?
3 – Quando não há o derramamento do Espírito lá do alto.
Muitas mulheres estão despreocupadas com o azeite em suas lâmpadas.
Assim como as cinco virgens de Mateus 25. Na época de Jesus, as virgens eram as damas da noiva.
A noiva esperava a chagada do noivo acompanhada das dez virgens. Como o horário da chegada do noivo não era fixo, cada jovem precisava ter uma lamparina e suprimento extra de óleo. Cinco se prepararam as outras cinco não, então quando o noivo chegou as virgens despreparadas foram denunciadas e barradas na entrada da festa do casamento.
A mensagem de Jesus é clara: como não sabemos a hora da chegada do noivo devemos estar continuamente preparadas.
Não viva despreocupadamente. Busque diariamente suprimento extra de óleo em sua vida. Busque o Espírito Santo! Busque o derramamento da unção e do poder de Deus na sua vida!
Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.

Quando estamos vivendo despreocupadamente?
4 – Quando NÃO somos marcadas pela Fé.
Isaías disse àquelas mulheres:
Sobre a terra virão espinheiros e abrolhos – rochedos ocultos no mar, como também sobre as casas onde há alegria.
Certamente são muitas as pressões para você desistir. São muitas as situações difíceis, fora de casa e principalmente dentro dela. Na vida não são apenas flores e mar de águas tranqüilas existem espinhos e surpresas desagradáveis.
Nesses momentos o que faz a diferença é se você permanecerá firme, mantendo a fé e a confiança em Deus.
Muitas mulheres abandonaram a fé e muitas outras vêm abandonando, já desistiram da sua causa devido à ansiedade e impaciência, devido a atitudes incompreensíveis dos que estão à sua volta. Foram vencidas pelo desânimo.
Jesus contou uma parábola acerca de um juiz injusto e uma viúva que necessitava de ajuda. O juiz não queria julgar a causa da viúva. Ele se recusava a ouvir o clamor da pobre mulher por justiça. Então ela desistiu, certo? Se o juiz não queria atendê-la quem mais faria isso?
Ela o importunou por tanto tempo e tão insistentemente que o juiz lhe deu ganho de causa. O juiz não lhe fez justiça porque sentiu compaixão ou pena. Ele julgou a causa da viúva porque queria ficar livre da mulher insistente. A relutância e recusa do juiz em julgar a causa poderia ter feito com que a viúva perdesse a esperança, a fé ou simplesmente desistisse.
O ensinamento central dessa parábola não é o de que os crentes precisam importunar um Deus relutante para que seus pedidos sejam atendidos. A lógica é: a persistência é fortalecida pela Fé e se até mesmo um juiz injusto, às vezes, faz justiça, quanto mais o Justo Juiz! Aleluia!!!
Insista, ainda que tudo pareça desmoronar a sua volta, ou mesmo nada funcione da maneira que você planejou.
Seja marcada pela Fé. Permaneça firme até o fim. Não desista por causa das atitudes dos homens ou das pressões daqueles que não acreditam nos seus sonhos.
Ainda que dúvidas e incertezas tentem confundi-la e fraquezas queiram dominar o seu corpo... prossiga pois Deus vai conduzi-la à vitória.


Quando nos levantamos, então?

1 – Quando eu priorizo a Jesus e o Reino de Deus.
2 – Quando eu confio em Jesus e O tenho como a minha fonte de segurança e confiança.
3 – Quando há derramamento do Espírito. (vs 15)
... até que se derrame o Espírito lá do alto; então, o deserto se tornará em pomar e o pomar será tido por bosque. Amplitude
4 – Quando sou marcada pela Fé. (vs 18 e 19)
O meu povo habitará em moradas de paz, em moradas bem seguras e em lugares quietos e tranqüilos, ainda que haja saravaida – ou seja, pancada de chuva, temporal, caia o bosque e seja a cidade inteiramente abatida.

Ilustração:
Corrida de São Silvestre ano de 2002.
A corrida começa. Os passos firmes e compassados dos corredores profissionais deixam para trás aqueles que buscam a fama por alguns minutos. Os corredores anônimos vão abrindo passagem para os que perseguem o pódio, cujo único objetivo é a vitória. Todas as câmeras televisivas seguem o pelotão principal.
Entretanto, sempre existe um repórter atrás de um furo jornalístico. Logo os olhos ávidos do repórter pousam sobre alguém.
Aparentando uns 30 anos, o homem corre a São Silvestre conquistando passo a passo as avenidas. Na verdade, não se pode chamar de corrida o modo peculiar com que competia. Pode-se notar à primeira vista que ele tem algum tipo de deficiência. Sua boca parece sorrir, mas na verdade, ela está entreaberta, torta. Sua cabeça pende para um dos lados. Uma de suas mãos jaz inerte ao lado do corpo. Suas pernas mal podem andar.
O repórter descobre naquele homem a notícia. Com o microfone em punho, se aproxima do corredor solitário.
- É a primeira vez que o senhor corre a São Silvestre?
- Não. Já corri outras vezes. Corro todo ano. Responde o corredor com voz entrecortada pelo cansaço e pelas seqüelas da doença.
- Por que o senhor corre? Insiste o jornalista
- Eu gosto, e porque gosto, todo ano eu corro.
- Por que o senhor corre se é sempre o último a chegar?
O corredor pára de supetão. Seu olhar, apesar de não ser agressivo, revela certa indignação. A deficiência não impede seu raciocínio ligeiro e a clareza de sua pronta e firme reposta.
- Eu, o último? De jeito nenhum! O último é todo aquele que tem as pernas boas e não corre. O último é aquele que tem saúde e desistiu da vida. Não sou o último, pois continuo correndo. Apesar de todos os problemas, continuo lutando. Nunca desisti!
Não se importando com o rosto surpreso do repórter, e sem olhar para trás, o corredor reinicia sua jornada confiante rumo à sua vitória.
Aquele maratonista vencera a corrida, mesmo antes de terminá-la. Sua atitude revela que a vitória não está ligada apenas ao placar. Ele é o retrato fiel de todo aquele que tem todos os motivos do mundo para desistir, mas que continua lutando. Como ele, existem milhares que se recusam a parar e não se entregam à derrota. Na maratona da vida os vencedores nem sempre são aqueles que chegam em primeiro lugar. Quem recebe a coroa da vida não é aquele que chega primeiro, mas todo aquele que não desiste.

“Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa Fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentando-se à direita do trono de Deus. Pensem bem naquele que suportou tal oposição dos pecadores contra si mesmo, para que vocês não se cansem nem se desanimem”. Hebreus 12:1-3

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